A McLaren dá mais um passo em sua reestruturação. A equipe inglesa anunciou nesta quinta-feira, dia 10, o nome de Andreas Seidl como seu novo diretor para a equipe de Fórmula 1, se reportando a Zak Brown, que fazia às vezes do posto, em acúmulo ao papel de CEO do grupo McLaren.

Experiência não falta

Tal anúncio já vinha sendo esperado há algum tempo, desde que Seidl havia anunciado que sairia do posto de responsável pelo programa esportivo da Porsche, que assumiu após o anúncio do fim do programa da montadora alemã do WEC.  Estavam sob sua responsabilidade o programa da Formula E, onde entrarão na próxima temporada e Turismo (GTs).

Diz-se que o principal motivo pela saída de Seidl da Porsche foi a decisão da montadora em não voltar à Fórmula 1, embora tenha tomado parte ativamente nas discussões para as novas regras de motores para 2021. As multas que os alemães tomaram por conta do “DieselGate” e a necessidade de desenvolvimento de tecnologias alternativas à combustão levaram a tal decisão. E em novembro, foi anunciada sua saída.

Além da McLaren, o nome do alemão também vinha sendo ligado à Williams, outra giganteque também busca reencontrar o caminho das vitórias.

Seidl conta com um currículo altamente qualificado. Ele trabalhou na BMW Sauber até 2009, quando foi deslocado para o programa do DTM com a saída da montadora da Fórmula 1. Como chefe de operações, a BMW venceu logo em seu retorno em 2012. Em 2014, assumiu o comando da equipe Porsche na WEC e venceu 2 campeonatos, bem como duas vezes em primeiro lugar nas 24 Horas de Le Mans.

Andreas Seidl e Brandon Hartley nos boxes da Porsche nas 24 Horas de Le Mens de 2017 (fonte:crash.net)

Em busca da saída do labirinto

Ninguém pode negar que a McLaren esteja tentando se reorganizar. As mudanças começaram no ano passado, com mudanças na área técnica e de pista (James Key como Diretor Técnico e Gil de Ferran como Diretor Esportivo), bem como reorganização de nomes e funções.

Como a McLaren vem mostrando interesse em expandir seus tentáculos para outros campos (a equipe voltará este ano à Indianápolis e se fala em ir para o WEC), a vinda de um nome de peso como o Seidl deixa Zak Brown mais livre para ser cada vez mais gestor.

Andreas Seidl e Zak Brown nas 24 Horas de Le Mans (fone: zimbro.com)

Tudo bem que histórico não garante bons resultados. Mas se analisarmos o histórico do novo chefe, a McLaren estará em boas mãos. Não bastando o currículo, de acordo com a descrição feita no site da Porsche, Seidl é praticamente um poço de perfeição, eis aí a descrição:

Como engenheiro de viés perfeccionista, ele é responsável pelo desempenho técnico dos carros; como gerente de corrida, ele é responsável pelos aspectos organizacionais de uma corrida do campeonato mundial. Para o time de pilotos da LMP1, ele é semelhante a um técnico de seleção; ele dirige as relações comerciais como gerente e embaixador; e como chefe de estratégia, ele toma decisões cruciais junto com os engenheiros de corrida. Ele ama o desafio interdisciplinar, o teste de resistência e o feedback implacável. A performance fica à mostra para todos, e isso é particularmente Real quando se toma parte em Le Mans. Batalhar pela vitória geral com uma equipe de corridas que ele moldou desde o início é um dos seus sonhos ao longo da vida.

Não se pode negar: estão tentando

A princípio, os papéis restantes na equipe continuam intactos (De Ferran como Diretor Esportivo, Andrea Stella como responsável pela área de Performance e Simon Roberts na produção e engenharia).

Uma corrida não se vence somente nas pistas. E mudanças levam tempo para se consolidar. Os nomes que estão lá tem capacidade e recursos não faltam ao time de Woking.

Entretanto, a sede da McLaren de voltar ao topo é grande e o peso de sua herança aumenta a responsabilidade. Por isso, o tempo passa e a necessidade de mudanças radicais aumenta cada vez mais.

Embora 2018 tenha sido mais produtivo em matéria de pontuação, a expectativa não se cumpriu. Uma coisa pode se fazer justiça: a McLaren está tentando. Pode até morrer, mas está lutando com todas forças.

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