2018 nem terminou e, para a Fórmula 1, 2019 já é uma realidade. Aos poucos, as equipes vão deixando escapar algumas de suas armas (embora também exista muita fake news). Afinal de contas, uma corrida não se vence somente na pista…

Até agora, Racing Point (ex-Force India) e Ferrari anunciaram as datas de apresentação de seus carros: 13 e 15 de fevereiro, respectivamente (a primeira fase dos testes está prevista para começar no dia 18, em Barcelona). E falando do time de Maranello, a edição italiana da Motorsport deu algumas pistas sobre o 670, como vem sendo chamado o carro de 2019.

Foco no motor!

De acordo com a matéria, os italianos vem trabalhando com atenção especial na Unidade de Potência. Este ano, a Ferrari conseguiu rivalizar em potência com a Mercedes, que era considerada a dominadora esta era híbrida.

A equipe comandada por Corrado Iotti, mais um promovido por Sergio Marchionne da turma do programa de GT, vem se debruçando em novos meios construtivos para aumentar a potência e a capacidade térmica dos V6.

Como as regras para o próximo ano continuam as mesmas, com exceção do aumento de 5% da capacidade de gasolina (de 105 para 110 kg). Para que o desempenho continue o mesmo, as simulações estimam que a potência deveria aumentar cerca de 20 cavalos para compensar.

Não esquecendo que, como as regras não mudaram , a quantidade de motores (ou unidades de potência) ainda prosseguem limitadas a 3 por ano. E neste aspecto, a equipe de Iotti conseguiu um grande avanço na questão da confiabilidade, mesmo com o aumento de potência observado ao longo deste ano.

Indústria 4.0, 3D…a receita da Ferrari

Para dar um passo à frente, a Ferrari, em conjunto com seus parceiros, vem se dedicando cada vez mais a novos métodos para fabricar seus motores. E agora usa praticamente ao equivalente a uma impressora 3D para fazer blocos e várias peças.

Tal processo permitiu que se abrisse mão de complicados processos de fusão de ligas metálicas e se use praticamente pó de metal, energia térmica e lasers para se obter peças mais precisas, leves e compactas, em um processo batizado de “bed-fusion”. Para entender, eis um vídeo que mostra o processo.

Com peças mais precisas e com novos limites, o motor poderá trabalhar com maiores pressões e obter uma melhor mistura ar-combustível, e assim mais potência. Em paralelo, a Shell também trabalha em novas composições de combustível e lubrificantes.

Sempre em busca de novos horizontes

Não é de hoje, a Fórmula 1 usa do mais alto tipo de tecnologia para se desenvolver. E vem sendo um dos expoentes do uso da “Indústria 4.0” para dar passos maiores. No caso dos motores, o ganho de tempo e a facilitação do processo de fabricação permite que uma peça que levava antes cerca de 20 semanas ficar pronta, agora demore poucos dias para ser utilizada. E isso dá margem para que mesmo com uma limitação de unidades, estas possam ser trabalhadas ao longo da temporada.

Tais ações dão mais tempo para se desenvolver novas soluções e trabalhar em performance. Não se esqueçam que um carro de Fórmula 1 começa a ser criado, no mínimo, 9 meses antes de entrar na pista. Por este motivo e pelas limitações de treinos, qualquer ganho no processo de desenvolvimento e fabricação é crucial para o sucesso.

E a Ferrari espera que estas inovações a façam trazer um título que não chega em Maranello desde 2008…Vettel e Leclerc também engrossam a lista das orações….

Comenta aí:

2 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here