A nova política da NFL para evitar manifestações antes do hino.

Quem acompanha a NFL a pouco tempo, já percebeu em alguns jogos os protestos dos jogadores antes da execução do hino nacional americano.

Tudo isso começou com o quarterback ex-São Francisco 49ers, Colin Kaepernick. O jogador se recusou a ficar de pé em algumas partidas. Isso gerou inúmeras discussões sobre a atitude do atleta.

Créditos da imagem (as.com)
Créditos da imagem (as.com)

Falar sobre patriotismo, política ou qualquer outro assunto relacionado a um país que não vivemos é sempre difícil. E por esse motivo não vamos entrar nessa questão tão complexa.

Entretanto vamos abordar o assunto de forma simples em cima das declarações do atleta. Declarações que ganharam muitos adeptos desse movimento. Kaepernick deu início aos protestos em uma partida em Santa Clara-Califórnia e ouviu inúmeras vaias da torcida.

O jogador mostrou personalidade e continuou firme em seus protestos ao longo da temporada quando atuava pelos Niners.

Alguns jornalistas afirmam que Kaepernick está sem clube até hoje devido a sua postura em relação ao tema. E por esse motivo dificilmente alguma franquia vai comprar essa briga ainda mais sabendo que o jogador ainda permanecerá com esse posicionamento.

Kaepernick após o fim da partida deu a seguinte declaração:

“Não vou me levantar e mostrar orgulho a bandeira de um país que oprime meu povo negro e as pessoas de cor, para mim isso é maior que o futebol e seria egoísmo da minha parte virar a cara para esse assunto.”

O atleta referiu-se aos incidentes envolvendo policiais que usam forças excessivas em muitos casos. Ele ainda afirmou que as manifestações eram em suma, sobre os assassinato de cidadãos negros nos Estados Unidos.

Kaepernick ainda completou dizendo:

“Estou preparado para a rejeição pública e estOu aqui para fazer o que acho certo.”

Outro jogador que se juntou ao movimento foi Michael Thomas (Miami Dolphins). O atleta deu sua opinião sobre o assunto dizendo:

“Trata-se claramente de questões raciais, da desigualdade que golpeia nossas comunidades.

as pessoas vão continuar fazendo suas vozes serem escutadas, continuaremos protestando”

Logo após a posição de Kaepernick, a equipe de São Francisco soltou um comunicado em relação ao episódio e mostrou apoio ao jogador.

O hino nacional sempre será o cerimonial mais especial do pré-jogo; em respeito aos princípios americanos, como a liberdade de religião e liberdade de expressão, reconhecemos o direito de qualquer indivíduo participar ou não do hino.

Por outro lado nas redes sociais, pegaram pesado com o atleta chamando até mesmo de “idiota”. A polêmica é tão grande sobre o assunto que até o presidente Donald Trump em um comício realizado em Huntsville-Alabama deu a seguinte declaração:

“Vocês não amariam ver um desses proprietários da NFL, quando alguém desrespeita nossa bandeira, dizer: tire esse filho de uma p*** de dentro do campo agora. Fora. Ele está demitido! Está demitido!”

Trump, um dos alvos dos protestos na NFL. Créditos da imagem (ktrs.com)
Trump, um dos alvos dos protestos na NFL. Créditos da imagem (ktrs.com)

Enfim, podemos observar o tamanho dessa polêmica e até que ponto chegou.

Já que explicamos onde tudo começou vamos ao que interessa.

As medidas adotadas para tentar acabar com os protestos!

1- Todos os jogadores e pessoas que trabalham para NFL e para os times tem que ficar de pé durante o hino.
2- O manual de operações para os jogos será revisado para remover a exigência que todos os jogadores estejam em campo na hora da execução do hino dos Estados Unidos.
3- Pessoas que trabalham para NFL e para os times que não querem ficar de pé durante o hino podem ficar dentro dos vestiários ou em alguma localização similar.
4- O time será multado pela liga caso algum funcionário que esteja em campo não demonstre respeito pelo país e ao hino.
5- Cada time pode criar suas própria “regra” consistente com o que foi escrito a cima para seus funcionários que não demonstrarem respeito a bandeira.
6- O comissário vai disciplinar qualquer funcionário que não ficar de pé e desrespeitar o hino e a bandeira.

Segundo Roger Goodell a decisão foi unânime!

Créditos da imagem (ktrs.com)
Créditos da imagem (ktrs.com)

As 6 medidas sobre a nova política foram votadas pelos donos das franquias presentes nessa quarta-feira (23). Posteriormente o dono do São Francisco 49ers, Jed York, foi o único que preferiu não votar devido a falta dos jogadores de sua equipe envolvidos nessa grande polêmica.

Por outro lado a NFLPA disse que não foi consultada sobre a nova política implantada pela NFL.

Mas a liga decidiu não consultar a união do desenvolvimento dessa nova política. E a votação dos CEOs da NFL contradiz com o que foi falado para a liderança de Roger Goodell; e também por Jonh Mara; (presidente do conselho de gestão da NFL).

A princípio Goodell (comissário da NFL) pretende sentar e discutir com a NFLPA os novos termos do acordo. E com isso tudo é nítido que ainda teremos mais desdobramentos em relação a essa grande polêmica.

Agora fica a pergunta.

Será que com essa medida a NFL vai conseguir parar com as manifestações dos jogadores?

Teremos que aguardar para ver; mas depois dessa nova política essa discussão sobre o assunto só vai aumentar ainda mais.

Entretanto uma coisa é certa, a próxima temporada promete ser recheada de novidades.

Voltaremos em breve com mais assuntos relacionados a NFL!

NFLPA: associação dos jogadores da NFL;

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