O Sonho da “Liberta” se Foi

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Com show da torcida e papelão do time, Galo desperdiça chances e dá adeus ao sonho do Bi-Campeonato Continental. 

 

Uma quarta-feira, noite de casa cheia no Mineirão. O pedido dos jogadores, comissão técnica e diretoria foi mais do que atendido e a torcida, mesmo um pouco desconfiada por conta dos péssimos resultados obtidos anteriormente, compareceu em peso no “Gigante da Pampulha”. Antes da bola rolar, os mais de 36 mil torcedores pagantes já começavam a empurrar o time em sua chegada ao estádio, com uma linda e já tradicional “rua de fogo” que recepcionava o ônibus dos atletas. A esplanada do Mineirão estava completamente tomada pelos alvinegros que geravam, cada vez mais, confiança, entoando os cânticos já habituais dentro dos estádios.

Créditos da imagem: Bruno Cantini

 

Resumo do Jogo

 

Quando a bola rolou, o que se viu foi uma torcida que esquecera todos os últimos vexames recentes do time, como a eliminação com um sonoro 3×0 para o Botafogo, e todas as últimas derrotas, principalmente em casa, pelo Brasileirão. O povo alvinegro apoiava incondicionalmente os comandantes de Rogério Micale, que demonstravam, em campo, que haveria um final diferente em relação aos últimos jogos em Belo Horizonte. O Galo criou, e cansou de errar. A primeira chance veio com o artilheiro Fred, que recebeu cruzamento de Elias e, sem goleiro, cabeceou por cima. É verdade que a bola parecia um pouco alta, mas Frederico não costuma desperdiçar. O “Menino Maluquinho”, Luan, teve uma oportunidade incrível de cabeça, mas errou. Cazares, que recebeu lindo lançamento de Léo Silva, isolou, cara a cara com o goleiro do time da Bolívia.

 

A segunda etapa continuou da mesma forma, torcida apoiando e o time pressionando e muito. Luan cabeceou na trave após falta batida por Cazares. O equatoriano arriscou dois chutes de média distância que foram para longe. Robinho, que entrou no lugar do exausto Luan, teve seu nome gritado pela Massa Alvinegra que dava ali, praticamente, o último voto de confiança para o rei das pedaladas. E foi nos pés dele a melhor chance do segundo tempo; já passava dos 40 minutos da etapa final, quando a torcida já gritava o famoso “EU ACREDITO” que Robinho recebeu, na risca da pequena área, livre de marcação e chutou pra fora, sacramentando, assim, a eliminação precoce do time alvinegro.

Créditos da imagem: Bruno Cantini

 

Após o jogo, o técnico Rogério Micale concedeu entrevista coletiva ao lado do Presidente Daniel Nepomuceno. Escutando os dois, me veio uma grande dúvida… O que seria pior? Ter um técnico perdido no meio de jogadores que já são muito maiores do que ele, ou um presidente que não assume seus erros, que diz que o planejamento do ano foi “muito bem feito” e, de ter, ainda, este mesmo presidente, dispensado um técnico que estava classificado nos dois mata-matas mais importantes do calendário?

 

Diferente de muitos, não tiro a culpa do atual treinador atleticano, que recebe muito bem para exercer o seu cargo e que, em quinze dias de comando do time, não demonstrou evolução nenhuma, e o que é pior, chegou a decair, mais ainda, em alguns momentos. Quanto ao presidente, já não se tem mais o que falar; o que se sabe é que a arrogância é gigante. “– Daniel Nepomuceno, o seu planejamento de elenco, para o ano em questão, chega “à as raias do absurdo”! O Atlético não possui um jogador de velocidade que seja incisivo, que vá a linha de fundo para fazer um cruzamento! Você não conseguiu trazer um treinador descente e, nas trocas, consegue piorar! Nosso melhor zagueiro está à beira da aposentadoria e não vemos uma contratação para substituí-lo na mesma altura… Se Maicosuel, Clayton e Carlos eram criticados, imagine um time que fica sem os três, sendo contratado Marlone pro lugar… O primeiro passo é admitir o quão ruim está sendo seu trabalho como gestor, já que o nome de André Figueiredo não poderia ser levado a sério.”

Créditos da imagem: Bruno Cantini

 

Daí, quando achamos que se chegou ao fim do poço, vem a notícia dos valores cobrados para o próximo jogo em casa… Um absurdo! Parabéns, portanto, aos envolvidos que estão conseguindo afastar, com propriedade, a torcida das arquibancadas! Porém, mesmo que eles queiram, a Massa do Galo, jamais irá abandonar esta instituição.

 

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