Brasil está pronto para ligar os canos de gastos antes da votação presidencial

O Brasil aprovou uma emenda constitucional que permite que o governo de Jair Bolsonaro gaste mais R$ 41,3 bilhões (US$ 7,6 bilhões) em pagamentos de assistência social, o que os críticos dizem ter como objetivo aumentar sua popularidade antes de uma campanha de reeleição.

Por 469 votos a 17, os parlamentares da Câmara dos Deputados aprovaram na noite de quarta-feira um projeto de lei que permitiria a Brasília evitar a proibição de benefícios sociais novos ou ampliados em um ano eleitoral ao declarar estado de emergência. O Senado já aprovou a medida.

A maior parte dos gastos adicionais financiará um aumento temporário do programa de transferência de renda existente para famílias pobres, que recebem uma média de R$ 400 a R$ 600 (US$ 100) por mês.

Com os brasileiros a menos de três meses de eleger seu próximo presidente, o prefeito ressalta como o aumento do custo de vida está na vanguarda das preocupações dos eleitores.

Outros itens do pacote de apoio incluem subsídios de combustível para caminhoneiros e taxistas, além de mais ajuda para as famílias mais desfavorecidas comprarem gás de cozinha. Todas as medidas são válidas até o final do ano.

O governo Bolsonaro justificou a medida alegando que os preços de derivados de petróleo, como gasolina e diesel, atingiram níveis anormais devido à guerra da Rússia na Ucrânia, alimentando a inflação de dois dígitos.

No entanto, políticos da oposição na maior democracia da América do Sul enfrentam uma árdua batalha para permanecer no poder, acusando o líder de extrema-direita de tentar comprar votos.

“Tentar mudar o resultado disso é uma medida de desespero [upcoming] eleições”, disse Sâmia Bomfim, deputada federal e presidente da Câmara dos Deputados do Partido Socialismo e Liberdade, embora tenha votado a favor.

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Bolsonaro está atrás nas pesquisas de opinião do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores de esquerda, que governou duas vezes entre 2003 e 2010.

“Está claro que melhora as chances de Bolsonaro”, disse Carlos Melo, cientista político da Universidade Insper, em São Paulo, sobre as doações financeiras. “Só o tempo dirá se isso aumentará o suficiente.”

A invocação do estado de emergência dá ao Executivo licença para ignorar a disposição constitucional que limita o crescimento do orçamento à taxa de inflação.

O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, disse a uma comissão do Senado na terça-feira que a lei era um “exercício de responsabilidade fiscal”, com o pacote anterior custando três vezes mais.

Outro funcionário do governo disse ao Financial Times que as medidas eram fiscalmente “neutras”, com custos compensados ​​por receitas extraordinárias, como um dividendo acima do esperado da estatal Petrobras.

Entre os investidores, no entanto, a perspectiva de aumento dos gastos renovou as preocupações sobre o compromisso de Bolsonaro com a disciplina nas finanças públicas.

David Lelis, sócio da Waller Investimentos, disse que a percepção de deterioração das contas públicas pode pesar ainda mais sobre o real brasileiro, que caiu em relação ao dólar nas últimas semanas.

“Como o dólar está mais alto, há um aumento da inflação. Com inflação mais alta, teremos taxas de juros mais altas”, acrescentou. .

Tadday Köhler

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