Brasil lança FestCampos, novo evento audiovisual

Realizado de 13 a 22 de maio na cidade mais alta do Brasil, a verdejante cidade montanhosa de Campos do Jordão, mais próxima de uma cidade do norte da Europa graças à sua arquitetura e florestas de pinheiros, o FestCampos Cultural deste ano foi lançado ao lado de 13y Winter Show, um evento anual brasileiro para a indústria audiovisual não muito diferente do CinemaCon, onde expositores e distribuidores promovem os últimos lançamentos.

As atividades gratuitas incluem demonstrações da edição atual, demonstrações em vídeo e painéis.

Um dos principais componentes do FestCampos é uma série de 18 entrevistas online, Palestras do FestCamposque começa em 21 de maio, e inclui conversas com atores proeminentes da indústria global de cinema e televisão que explicarão práticas e tendências na produção e distribuição de conteúdo.

“Com o conteúdo gerado pelas plataformas de streaming em alta, é imprescindível que os produtores sejam educados e capacitados para considerar modelos de negócios globais”, afirma Fernanda Martins, Curadora e Produtora do FestCampos Talks.

“Não é apenas para profissionais brasileiros, mas também para players internacionais que querem aprender a aproveitar o mercado brasileiro”, observou.

As entrevistas de 30 minutos têm quatro temas principais que visam responder às questões abaixo:

Romances: Com o advento das plataformas de transmissão dirigindo Boom da produção de conteúdo audiovisual, quais são os desafios para criadores e artistas? Como as culturas locais se tornam parte das novas narrativas?

cooperação: Quais serão as novas plataformas que produzem e distribuem conteúdo audiovisual? Como o mercado se organiza em termos de tecnologia e finanças?

ESG (Ambiental, Social e Governança):

Como você usa ferramentas audiovisuais para promover histórias diversas? É possível educar a sociedade sobre questões globais e promover mudanças reais no mundo?

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Música e sons para conteúdos audiovisuais: Que oportunidades estão disponíveis para autores e criadores ao trabalhar com conteúdo audiovisual? O que a ascensão dos podcasts e podcasts representa para a indústria criativa?

Entre os destaques das palestras do FestCampos está uma entrevista com Henry Jenkins, conduzida pelo documentarista brasileiro Leonardo Brandt.

Jenkins, um estudioso de mídia americano e professor universitário de Comunicação, Jornalismo, Artes Cinematográficas e Educação na Universidade do Sul da Califórnia, é um dos críticos de mídia e entretenimento mais influentes de todos os tempos. Seu novo projeto, Civic Imagination, apresenta a ideia de que para construir um mundo melhor precisamos ser capazes de reimaginá-lo. Discute como as audiências, especialmente as mais jovens, estão consumindo gradativamente narrativas mais diversas e conteúdos culturalmente representativos, em um fenômeno chamado de “mundo pop”. Cético de que algum dia viveremos no metaverso, ele assume que os romances existirão através de “universos múltiplos” ou sistemas múltiplos.

Jeff Andric, CEO do XR Entertainment Media Group, em entrevista ao advogado de entretenimento de Los Angeles Fabio de Sa Cesnick, cofundador do escritório de advocacia CQSFV e vice-presidente de Relações Corporativas da Câmara de Comércio Brasil-Califórnia, discute suas três décadas de experiência em financiamento de conteúdo de áudio Visual, explicando os arquétipos das finanças de Hollywood e as novas oportunidades que surgiram com o surgimento de novas plataformas de streaming, ilustrando o crescimento explosivo da demanda que fez com que a indústria se tornasse o tirano bilionário que é hoje.

John Canac, CEO da Activist Artists Management, discute em conversa com o advogado ambiental Pedro Barakoy, entre outros, como uma crescente conscientização sobre a criação de “grupos verdes” e a adaptação de outras medidas de bom senso na produção podem contribuir para a proteção do meio ambiente.

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Outras conversas notáveis ​​incluem uma com Pedro Cos, diretor de “Lead Me Home” da Netflix, indicado ao Oscar, sobre a crise dos sem-teto, principalmente na Califórnia, discutindo como garantir financiamento, apresentando seus projetos aos estúdios, a importância dos festivais internacionais para garantir a distribuição e suas idéias em romances e novas formas.

Martins destaca a importância de mudar a mentalidade de alguns produtores nacionais acostumados aos incentivos públicos, o que o atual governo rejeitou. “Muitos estão agora considerando modelos de negócios mais globais, incluindo ações, pré-vendas e coprodução. Criar FestCampos Talks como parte do FestCampos tem exatamente esse objetivo: educar e capacitar os produtores brasileiros”, observa.

Swanhilda Müller

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