Imaginem a situação: Jogo em casa, com o time desesperado na zona de rebaixamento, enfrentando um adversário que está acima da tábua de classificação, time vindo numa crescente,estádio lotado graças a promoção da diretoria, e a necessidade da vitória pra respirar no campeonato.

Imaginou? Deu pra perceber que essa era a situação do Ceará até bem pouco tempo atrás. Só que agora, o Alvinegro estava do outro lado do muro, e quem estava nessa situação era o adversário. Ceará e Sport se enfrentaram na Ilha do Retiro com a promessa de bom jogo.

A temática do jogo também mudou…

O jogo começa, e a troca de personagens nessa novela que é o Campeonato Brasileiro se mostrou nítida. Só que agora era o Sport quem precisava dos três pontos, e vinha pra cima, enquanto o Ceará assumiu o papel de ser o visitante que só se defendia e oferecia o jogo todo ao Leão da Ilha.

Ok, Ok! Eu entendo que era Clássico Nordestino, e que a torcida da casa é tão fanática e vibrante quanto a torcida visitante. Existe o fator desfalques, que retiraram peças importantes do Alvinegro. Mas ainda sim, a postura do Alvinegro foi completamente diferente dos últimos jogos, mesmo estando desfalcando como quando jogou contra o Cruzeiro.

Uma das unicas oportunidades de ataque vinha dos chutes de fora da área com Arthur Foto: Lucas Moraes/cearasc.com

O primeiro tempo se desenrolou com ótimas tramas de passe do Sport, mas que parava na própria ineficiência de finalização, e muitas vezes, nas atuações impecáveis de Luiz Otávio e Tiago Alves. Ao Ceará, cabia algumas jogadas de contra – ataque e chutes de fora da área com Arthur. Somente no final da primeira etapa, o Ceará colocou a bola no chão, e usou a qualidade de passe do Juninho e do Ricardinho. Nada que mudasse o placar do jogo, mas as melhores chances foram criadas ali, e deu uma pontinha de esperança de melhora pro segundo tempo.

Estava anunciado um fim triste…

Veio o segundo tempo e a desgraça se confirmou. Não teve tempo de ter resistência. 7 minutos de pressão e o Sport conseguiu o gol.

Uma jogada bem trabalhada, terminou com a bola nos pés de Gabriel, que abriu o placar para o Rubro Negro.

Ceará bem que tentou, mas estava com a meia cancha muito engessada Foto: Lucas Moraes/cearasc.com

Mesmo com a diferença de um gol, a diferença era bem maior. Era técnica, e principalmente, de vontade. O Ceará após o gol se mostrou mais ineficiente do que antes, e minuto após minuto, era nítido a derrota alvinegra. Ao final do jogo veio uma pressão de time desesperado, que já estava no script, como naqueles previsíveis. E o final da trama foi o pior possível pro Ceará, que saiu como antagonista da partida.

E agora?

Não consigo absorver nada desse jogo. Mesmo na derrota para o Palmeiras, o time tinha pontos positivos. Então vamos pular essa partida. O Ceará não é o melhor time do campeonato e vai sangrar algumas vezes no campeonato. O que não pode acontecer é repetir essa atuação nos últimos jogos, que serão cruciais. Estamos a 3 pontos e com o mesmo número de vitórias do primeiro lugar na zona da degola (Vitória).

A partida contra o Internacional em casa é crucial! 3 pontos a mais e uma rodada a menos é a receita pra fugir mais da zona de rebaixamento. A briga é difícil, mas o Ceará precisa retomar o papel de ator principal nessa briga. Essa derrota mostrou que o sinal vermelho precisa estar ligado todo jogo. O Ceará pode ser o melhor time dentre os que estão na briga, mas ainda está nela, e portanto, não se pode baixar a guarda.

Foto: Lucas Moraes/cearasc.com
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