Impacto da seca brasileira em reservatórios baixos, aumento das tarifas de eletricidade

Por Carlos Menez

Workem, Brasil, 1º de outubro (EFE)

A maior economia da América Latina e o país mais populoso da América Latina olham para os céus na esperança de que as monções, que começam neste mês, amenizem a perigosa situação que afeta metade das regiões sudeste e centro-oeste do país.

No entanto, as previsões para os próximos meses não são promissoras e as chuvas devem ser historicamente melhores do que a média.

“Não é possível reaproveitar a quantidade necessária de água com ela”, disse à Efe Pedro Luis Cortez, professor do Instituto Paulista de Energia e Meio Ambiente.

Os reservatórios hidrelétricos nas regiões sudeste e centro-oeste do Brasil, onde estão localizadas as maiores barragens do país, estão operando atualmente com apenas 17 por cento da capacidade, disse a operadora do Sistema Elétrico Nacional.

Nesta altura do ano passado a capacidade era de 40 por cento e em 2001 era de 23,5 por cento, altura em que o país enfrentava várias resistências.

Seu impacto pode ser visto claramente na Barragem Jaguar, localizada no município de Workem, parte do vasto sistema hidrelétrico que abastece a região metropolitana de São Paulo e seus 20 milhões de habitantes.

Essa usina hidrelétrica é agora 30% mais eficiente do que era 43% no ano passado e 80% há uma década. Algumas bordas do reservatório já secaram. As paredes de lama expostas são uma reminiscência da abundância de água nos últimos anos, observou eFay.

O crescimento de ervas daninhas se espalhou para algumas áreas que antes eram subaquáticas e até mesmo para gado de pasto.

“A água atingiu mais ou menos onde estava o veículo”, disse José de Rosa, 57, que pesca no reservatório há 25 anos e viu sua distribuição encolhendo, apontando vários metros acima do atual nível da água.

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A crescente seca na região está ligada à mudança climática; A evaporação da umidade foi reduzida devido ao crescente desmatamento na Amazônia, um problema que eclodiu desde que o presidente Jair Bolzano assumiu o cargo em 2019; E o impacto dos eventos oceânicos e atmosféricos como o La Niña.

A situação da região metropolitana de São Paulo agora é pior do que antes da severa seca de 2014-2017, que, de acordo com Cortez, agora armazena menos de 20 por cento a menos de água e as previsões meteorológicas são igualmente desfavoráveis.

No interior paulista, pelo menos 16 cidades tiveram algum tipo de abastecimento de água em setembro, ante seis no mês anterior. Muitas dessas áreas urbanas recebem água da bacia do rio Paraná, que enfrenta uma crise sem precedentes.

E o impacto da seca também está afetando o bolso das pessoas.

Para encorajar as famílias a reduzir o consumo de eletricidade, 60 por cento da qual vem de usinas hidrelétricas, o governo brasileiro anunciou uma nova taxa de “falta de água”, um encargo adicional de 14,2-rais ($ 2,60) por 100 quilowatt-hora.

Esse aumento de preço é o mais recente de uma série de tarifas de eletricidade sempre crescentes e isso reflete a produção recorde de energia térmica de alto custo e poluente.

Enquanto isso, esse aumento de preços ocorre em um cenário de fraqueza econômica, com a taxa de inflação anual subindo para dois dígitos em setembro e o desemprego chegando a 14%.

O governo de Polsonaro rejeitou a oferta de energia elétrica, embora o presidente exortou os brasileiros a evitarem o uso de elevadores e desligarem as luzes nos chuveiros frios (chuva elétrica em muitas casas) e quando não estiverem em uso. EFE

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cms / mc

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