Lula Advisors elaborou planos para uma política cambial mais agressiva no Brasil

Uma placa mostra o real brasileiro-dólar americano e outras taxas de câmbio em São Paulo, Brasil 16 de março de 2020 REUTERS/Rahel Patrasso

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BRASÍLIA, 21 Jul (Reuters) – Assessores econômicos do principal candidato presidencial do Brasil estão desenvolvendo planos para uma política cambial mais agressiva, incluindo mais intervenções no mercado e controles mais rígidos sobre derivativos para conter a volatilidade, disseram assessores seniores à Reuters.

O economista Pedro Rossi, que lidera a equipe de formulação de política monetária do ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, criticou a abordagem do banco central à manipulação da moeda, que, segundo ele, leva à volatilidade. . Ele insistiu que o Brasil deveria usar o câmbio como “instrumento de crescimento”.

Essas opiniões colocam a equipe de Lula em desacordo com o governo do recém-independente Banco Central do Brasil, cujo governador Roberto Campos Neto tem mandato até 2024, criando a possibilidade de erros graves se Lula vencer a votação de outubro.

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Rossi disse que o banco central não conseguiu usar totalmente suas ferramentas de política cambial, incluindo swaps cambiais, para corrigir períodos de desvalorização excessiva da moeda.

“Claro que (o câmbio) deve cumprir as condições. Deve ser compatível com o equilíbrio da economia brasileira”, disse Rossi. “Mas precisa corrigir falhas de mercado, disfunções, preços ruins. Não faz sentido ter uma moeda muito volátil no sistema… Em moedas muito importantes, nada deve ser feito a respeito”, acrescentou.

O real brasileiro tem a maior volatilidade implícita de três meses entre as moedas latino-americanas desde o início da pandemia em março de 2020, segundo dados da Refinitiv. Seu declínio de 17% em relação ao dólar americano durante esse período fica atrás apenas do peso colombiano na região.

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Rossi também disse que Lula poderia adotar mais ferramentas regulatórias, chamando o mercado de derivativos de “totalmente desregulado” em relação ao mercado de câmbio à vista, que às vezes é disfuncional. Ele disse que os regulamentos podem empurrar a liquidez dos mercados de derivativos para o mercado à vista, eliminando “níveis excessivos de especulação”.

A sucessora escolhida a dedo por Lula, a ex-presidente Dilma Rousseff, introduziu um imposto sobre posições vendidas em derivativos cambiais em 2011 para evitar uma forte valorização da moeda à medida que as principais economias afrouxavam a política monetária.

O campeão dessa política foi o ex-ministro das Finanças Guido Mandega. Ele cunhou o termo “guerras cambiais” enquanto servia Lula e Dilma Rousseff e agora faz parte da força-tarefa de Rossi sobre política cambial.

“O banco central não deveria ter permitido essa desvalorização excessiva”, disse Monteca à Reuters, acrescentando que a queda da moeda foi de 5,5 rais para o dólar de 4 para o dólar em 2018, o que ele considerou um ponto de equilíbrio.

No entanto, trazer o banco central para uma nova política sob Lula será mais fácil dizer do que fazer. O banco ganhou independência formal no ano passado, com uma lei estendendo o mandato do presidente ao seu governador.

Enquanto os principais economistas do Partido dos Trabalhadores de Lula rejeitam a independência do banco central, o próprio candidato insiste que pode abraçar a política e trabalhar com Campos Neto.

Rossi sugeriu que o presidente teria o poder de impor uma política monetária mais intervencionista por meio do principal órgão de política econômica do Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN), que atualmente é composto pelo ministro da Economia, presidente do banco central e secretário especial do Tesouro.

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“O banco central responde perante o CMN. O banco central não é autônomo na definição dos objetivos da política econômica. Ele é autônomo na gestão dos instrumentos”, disse.

No entanto, Manteca alertou que “um banco central independente mal administrado pode levar ao caos”.

“Conselho pode reduzir (disfunção), mas não resolver”, disse.

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Reportagem de Marcela Ayres e Bernardo Garum Reportagem adicional de Jose de Castro Edição de Brad Haynes e Rosalpa O’Brien

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Tadday Köhler

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