O monitoramento do desmatamento de Serrato no Brasil resulta em ‘perda incalculável’

  • Há 20 anos, a agência espacial brasileira INPE, Seroto Savannah, desenvolve um projeto de monitoramento de desmatamento e risco de incêndio no Centro de Biodiversidade Global.
  • Mas após a conclusão do acordo financeiro com o Banco Mundial no ano passado, o projeto pode ser paralisado por falta de recursos no final deste ano.
  • Cientistas, grupos da sociedade civil e a indústria da soja se opuseram ao encerramento do projeto, chamando-o de “perda incalculável”; Os comerciantes de soja, em particular, contam com dados para provar que seus produtos não são desmatamento.
  • Os dados do INPE são importantes para orientar o trabalho dos controladores ambientais, que se tornaram mais urgentes à luz das previsões de que todo o organismo poderia entrar em colapso em 30 anos sob as taxas atuais de desmatamento.

A savana brasileira de Cerado, um hotspot de biodiversidade global que já perdeu metade de suas lavouras e rebanhos, está sob risco de desmatamento até o final deste ano.

A expectativa de que termine o programa de vigilância por satélite de 20 anos, imputado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) pela falta de recursos, tem provocado gritos não só da comunidade científica e de grupos da sociedade civil, mas também da soja. Indústria, que conta com dados para demonstrar a compatibilidade ambiental dos produtos.

Claudio Almeida, coordenador do programa do INPE de rastreamento da Amazônia e outros biomas, confirmou o risco de paralisação do sistema de monitoramento do Serrado. “Hoje, só temos recursos para manter o comitê de monitoramento até o final do ano”, disse a Mongabe em videochamada. Contexto do site brasileiro ((o)) Primeira agência de notícias a noticiar o assunto em junho.

As empresas do setor de soja contam com dados do programa de monitoramento do Serrado, do Instituto Nacional de Pesquisas do Cogumelo (INPE). Abiov, que representa os maiores comerciantes de soja, diz que os dados do INPE são essenciais para o agronegócio brasileiro. Imagem cortesia de Victor Moriyama / Greenpeace.

Almeida disse que o projeto do Cerrado está em risco porque o orçamento do governo federal é suficiente para cobrir os custos de monitoramento da floresta amazônica. O financiamento do sistema de rastreamento do Serrato vem do Banco Mundial, mas aquele negócio financeiro acabou e o INPE vive agora um momento de endividamento, disse Almeida.

“Esse recurso foi considerado esgotado no ano passado, mas com pouco dinheiro sobrando, conseguimos prorrogá-lo por mais um ano. Mas esse recurso já secou”, disse, acrescentando que o INPE está tentando encontrar novas fontes de financiamento dentro do governo e com parceiros internacionais e nacionais.

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Assim como a Amazônia, o programa de monitoramento do Cerrado possui um sistema que fornece uma taxa anual de desmatamento (PRODES, em vigor desde 2001), outro fornece atualizações sobre o desmatamento A cada cinco dias (DETER, 2018 em diante), E um que mostra a localização do incêndio. O custo de funcionamento desses bancos de dados, usando a equipe de análise de imagens de satélite e mantendo as informações online Na base de dados pública e gratuita do INPE 2,5 milhões de riais ($ 461.000) por ano.

Isso é apenas 1,4% dos $ 175 milhões ($ 32,2 milhões) gastos pelo Ministério da Defesa no final de 2020 na compra de um novo satélite de uma empresa finlandesa. De acordo com o colunista brasileiro Rubens Valente, especialistas dizem que essa ferramenta não é adequada para olhar para a Amazon.

“Há indícios de que a intenção é deixar o INPE sem provas”, disse Tasso Acevedo, um dos especialistas em desmatamento do Brasil, a Mongabe por telefone. “Ao mesmo tempo, você compra imagens de satélite indesejadas que custam milhões, deixando um projeto como o Serrato, que é relativamente barato, sem orçamento”.

É o coordenador da Acevedo MapBiomas, Site que acompanha as mudanças no uso da terra no Brasil e usa os dados do INPE para gerar seus próprios relatórios. Como último recurso, ele disse que a equipe da Map Biomass pode se apresentar para fazer o trabalho do INPE. “Desculpe se alguém acredita que impossibilitar o monitoramento de Serrato é possível, mas não vai acontecer”, disse. “Se necessário, podemos acompanhar os financiadores ou dar apoio da Map Biomas ou de outros parceiros. Mas sem avisar, não podemos ficar”.

A savana serrada do Brasil já perdeu metade de seu comércio para o agronegócio, e os cientistas alertam que ela pode entrar em colapso em 30 anos se o desmatamento continuar nas taxas atuais. De acordo com especialistas, o desmatamento pode aumentar sem monitoramento do desmatamento. Imagem cortesia de Marizilda Cruppe / Greenpeace.

É no brasil O maior produtor mundial de soja, Com a maioria das culturas cultivadas no Cerato. Uma declaração de Pesquisa de reação em cadeia, Olhando para o desmatamento impulsionado por materiais mostra que quase 30% do desmatamento em Cerado está associado à expansão da soja. Essa ligação cada vez mais importante entre a produção de soja e o desmatamento está sob pressão crescente de consumidores e instituições financeiras.

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Produtores e comerciantes de soja buscam manchar essa reputação contando com os serviços de monitoramento Serrato do INPE para estabelecer seu crédito de desmatamento. São “ferramentas essenciais na coleta de dados relevantes para o agronegócio brasileiro … principalmente para garantir a inovação de quem trabalha com as leis ambientais” Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Acima de), Os principais comerciantes de soja, como ATMs, Pange e Kargil, serão incluídos, disse ele em um comunicado enviado à Mongabo.

Em dezembro do ano passado, 160 equipes (incluindo Tesco, McDonald’s, Unilever e Little) Serrato assinou o comunicado Exigências para interromper o comércio de soja cultivada em áreas desmatadas após 2020. As organizações da sociedade civil Greenpeace e Rede Cerrado também fazem parte da equipe, que agora alerta para o fim do programa de monitoramento do Cerrado. Em Uma carta aberta“Parar de monitorar o desmatamento de Serrato é uma perda incalculável para o país”, disseram.

O INPE é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Em e-mail à Mongabay, o INPE afirmou que seus serviços “não serão interrompidos de forma alguma e continuarão sendo prestados com eficiência e transparência” e que “trabalhará permanentemente com o Ministério da Economia e o Congresso Nacional” no seu orçamento. “No entanto, o ministério não informou de onde viria o dinheiro para a implantação do projeto.

O INPE não respondeu ao pedido de comentários da Mongabo. Agora opera com o menor orçamento de sua história, De acordo com o portal de notícias brasileiro G1, a empresa espacial luta para manter seu supercomputador Tupã funcionando. Aos 11 anos e Frequentemente sofrem eletrocussão, A máquina é responsável por gerar previsões meteorológicas para grande parte do Brasil e alertar sobre os riscos de desastres naturais como tempestades, secas e ondas de frio.

A perspectiva de concluir um projeto de monitoramento do Cerrado Serrado, acusado de falta de financiamento, tem gerado oposição de cientistas, grupos da sociedade civil e da indústria da soja. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) afirma que só tem recursos para executar o projeto até o final deste ano. Imagem cortesia de Louis Flamerian Barbosa de Oliveira / Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Pare de monitorar e desmatar

A savana tropical do Brasil é um vasto organismo que cobre 2 milhões de quilômetros quadrados (772.000 milhas quadradas), cobrindo a área do México cobrindo todos ou parte dos 10 estados brasileiros. Especialistas dizem que monitorar uma grande área não é uma tarefa fácil, pois é difícil porque a maior parte de sua vegetação é formada por pastagens cercadas por florestas secas.

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Por isso, o banco de dados do INPE é a fonte mais útil para o monitoramento do desmatamento em Serrato – não apenas em pesquisas científicas, mas também em acordos comerciais (empresas brasileiras devem comprovar que seus produtos são desmatados), e em projetos internacionais como o Governo Internacional (IPCC ) e REDD +. “O monitoramento do Serrado do INPE é uma referência e o nível de precisão é muito alto”, disse Azevedo.

Outro importante papel da fiscalização do INPE é fornecer inteligência à sociedade civil e aos governos federal e local para implementar medidas de prevenção ao desmatamento.

Serrado é considerada a capital do Brasil, com oito das 12 bacias hidrográficas do país (incluindo a Amazônia) e um importante sumidouro de carbono, Armazenamento equivalente de 13,7 bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono. Mas já perdeu metade de suas pastagens e terras para a soja, o milho, a cana-de-açúcar e o algodão. O desmatamento em Serrato aumentou 13% de 2019 a 2020, segundo dados do INPE, 7.340 km2 (2.834 m2) – cinco vezes a área de Londres. Se o desmatamento continuar nas taxas atuais, os cientistas alertam que a vida pode diminuir em 30 anos.

Imagem do banner: Um programa de vigilância por satélite executado pela Organização Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) está fornecendo alertas rápidos sobre incêndios e desmatamento em Serrado, savana do Brasil devido à falta de financiamento. Especialistas dizem que o plano é importante para dar uma resposta rápida aos crimes ambientais. Imagem cortesia de Marizilda Cruppe / Greenpeace.

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Tadday Köhler

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