O que esperar do segundo leilão de propriedade do Brasil

Especialistas brasileiros divergem sobre o possível sucesso da segunda repasse da licitação de sobras de direitos, que será conduzida pela agência reguladora ANP nesta sexta-feira (17).

Por outro lado, é improvável que a petroleira federal Petrobras adquira os campos da Bacia de Adobe e Sebia Santos, garantindo pelo menos 30% de participação e operação e exercendo seus direitos de preferência nessas áreas. Só vai garantir até 11,1 bilhões de reais (US $ 1,97 bilhão) em bônus de assinatura aos governos federal e estadual.

No entanto, é duvidoso que haja concorrência para projetos do pré-sal entre empresas privadas que buscam parceria com a Petroprose ou se elas e a estatal terão interesse em comprar ativos com 100% de participação.

Sem competição, os prêmios não serão pagos sobre o lucro mínimo do petróleo (ou seja, a participação do governo na produção) estabelecido nas regras do concurso (5,89% para Adapu e 15,02% para Sebia).

“Até que a questão do acordo de partilha de produção seja resolvida, será difícil antecipar a participação de grandes empresas que buscam o modelo de concessão, e não se pode esperar forte concorrência, exceto por aquelas já amarradas com dois ativos.” Disse Anderson Tudra, parceiro líder da KPMG no setor de energia e recursos naturais.

Os sócios a que se refere são Petrogal, Shell e TotalEnergies, que detêm participações nas áreas da Atapu e Sépia já contratadas.

A cessão de direitos é o processo de contratação direta de territórios federais específicos à Petropras para exploração e produção de petróleo e gás natural. Uma lei deu à empresa o direito de extrair até 5Bboe.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou a ANP a leiloar as quantidades excedentes no âmbito do Regulamento de Partilha da Produção, tendo em vista as descobertas posteriores nos quatro campos de petróleo (Búzios, Atapu, Itapu e Sépia).

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A primeira rodada de licitações para conversão dos volumes excedentes ocorreu em 2019, quando a Petrobras adquiriu Búzios e Itapu – no primeiro caso, a chinesa CNODC (5%) e a CNOOC (5%, depois passou para 10%).

A diferença entre essa rodada e os demais leilões de partilha de produção já realizados ou ainda planejados pela ANP é que, segundo o órgão regulador, as áreas de fomento serão outorgadas sem risco de fiscalização.

A lei exige que a Petropros opere e exige pelo menos 30% de juros sobre os volumes excedentes da Adobe e Sebia, o que a empresa fez no início deste ano. Mas isso não significa que a empresa tenha que adquirir peças durante o leilão.

Fernando Delcado, pesquisador da FGV Energia, concorda com a previsão de Dudra.

“Acho que tudo vai apenas para a Petropras e associados. Seria bom ter concorrentes, mas acho que não é possível”, disse ao BNamericas.

Henrique Jager, pesquisador do Ineep, tem uma visão mais otimista, aceitando a redução de 70% nos bônus de assinatura das regiões e a compensação dos investimentos feitos em projetos com base no preço do Brent da Petrobras de US $ 40. 70 / b.

Adobe e Sebia são áreas já verificadas para óleo, unidades de produção estão em operação e existem outras encomendas, com risco geológico próximo de zero.

“Acho que essa é uma estratégia nova das petroleiras: quando se deparam com montantes expressivos de ativos de pesquisa no mundo, cobram bônus dos governos, ou seja, um segmento de risco geográfico. Acredito que tem um grande negócio a entrar o leilão como parceiro da Petroprose “, disse Jagger à BNamericas.

Empresas Registradas

No total, 11 empresas podem concorrer nas áreas oferecidas no Brasil 2ª Rodada: Petrobras, Shell, Chevron, Ecopetrol, Enauta, Equinor, ExxonMobil, Petrogal, Petronas, TotalEnergies e QP Brasil.

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Aqui, BNamericas descreve como essas empresas têm operado nos leilões da ANP desde 2017, depois que reformas significativas de petróleo e gás foram realizadas pelo governo.

Petroprose

Além de Búzios e Itapu, o órgão federal adquire blocos no entorno de Sapinhoá, Peroba, Uirapuru, Três Marias e Aram na Bacia de Santos; Toys Irmas, sudoeste da Tartaruga Verde e CM-477, no leito dos Campos; Alto de Cabo Frio Central, que fica parcialmente em Campos e Santos; E POT-M-762, POT-M-859 e POT-M-952 na Bacia Potiguar – como operadoras em todos os casos – e CM-753 e CM-789 (movidos pela ExxonMobil) na Bacia de Campos.

Concha

Na Bacia de Santos, Major Anglo-Holandesa SM-1707, SM-1709, SM-1715, SM-1717, SM-1719, Saturno, Alto de Cabo Frio Oeste, Gato do Mato no sul como operadora e Sabroshova como Petrobras ‘parceiro em torno de Marias;

Em Campos, os módulos são CM-791, CM-659, CM-713 e CM-757, conforme operadora;

E, na Bacia Potiguar, módulos POT-M-948 (operadora) e POT-M-859 e POT-M-952 (parceiro da Petropras);

Chevron

No Compos, os principais módulos dos EUA são CM-845 (Operador), CM-791, CM-659 e CM-713 (parceiro do shell) e CM-821, CM-823 e CM-825 (desenvolvido pela Repsol);

Em Santos, SM-764 e SM-766 (operadora) e Três Marias (Petrobras) e Saturno (Shell).

Ecopetrol

Pav Brasil na Bacia de Santos e SM-1709, como sócia da Shell.

ENAUTA

SEAL-M-575 e SEAL-M-637, desenvolvido por ExxonMobil, Sergey Algos Basin.

EQUINOR

Em Santos: Norte de Karkara, como operadora, e sócia da Uyrapuru, Petropras;

Em Campos: CM-657, CM-709 e Dois Irmãos, sócios da Petrobras, e CM-755 e CM-793, da BP Energy.

EXXONMOBIL

Em Campos: Módulos CM-37, CM-67, CM-753, CM-789 e CM-479, como operador, e CM-210, CM-277, CM-344, CM-346, CM-411, CM- 413, CM-657 e CM-709, como sócios da Petropras;

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Em Santos: SM-536, SM-647 e Titã, operados pela Norte de Carcará e Uirapuru, respectivamente, pela Equinor e Petrobras;

Em Sergipe-Alagoas: SEAL-M-501, SEAL-M-503, SEAL-M-430, SEAL-M-573, SEAL-M-575 e SEAL-M-637, como operadora.

Petrogel

Os blocos CM-791 (Campos), Carcara Norte (Santos) e Uirapuru (Santos) foram adquiridos pela Shell, Equinor e Petrobras como sócios, respectivamente.

Petronas

CM-661 e CM-715, como operadora, CM-541 (movido por TotalEnergies), em Campos.

Energias totais

CM-541 como operador em Campos e Sul de Gado do Mato como sócio da Shell em Santos.

QP no Brasil

Em Campos: CM-753 e CM-789 (alimentado por Exxon), CM-659 e CM-713 (shell) e CM-541 (energias totais);

Em Santos: SM-536, SM-647 e Titã (Exxon) e Alto de Cabo Frio Oeste (Shell).

Tadday Köhler

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