E o que era um segredo de polichinelo, tornou-se oficial. Na manhã desta quarta-feira, Sauber e o grupo FCA (leia-se Fiat) anunciaram um acordo “multianual”, prevendo apoio técnico e patrocínio da Alfa Romeo à equipe suiça, que passa a se chamar Alfa Romeo Sauber F1 Team.

Após 30 anos de ausência, a Casa de Arese volta a dita “categoria máxima”. E a marca faz parte da história da Fórmula 1. Estava presente nos primeiros anos, se afastou e voltou no início da década de 70 como fornecedora de motores para a Mclaren, March e Brabham. Em 77, resolveu retornar com equipe própria, estreando em 79 e indo até 85. A partir do ano seguinte, voltou a ser somente fornecedora. Em fins de 86, foi comprada pela Fiat e com isso, seu papel foi reavaliado. Mesmo assim, fechou um acordo com a Ligier por três anos. Mas no início da temporada de 87, após uma série de críticas por parte de René Arnoux, os italianos cancelaram o contrato antes da primeira corrida. E congelaram o projeto de um V10 aspirado. A Osella também usou motores Alfa até 1988.

Desde a mudança de comando da equipe no meio da temporada (Monisha Kaltenborn por Frederic Vasseur), a Sauber descartou um acordo praticamente fechado com a Honda e optou por uma maior parceria com a Ferrari. Inicialmente, anunciou a renovação com os italianos, mas utilizando a versão atualizada. Posteriormente, confirmou que Charles Leclerc, campeão da F2 e piloto da Academia Ferrari, faria os treinos livres de seis corridas. Isso que Antonio Giovinazzi, também piloto Ferrari, era o reserva e correu as duas corridas iniciais no lugar de Pascal Wehrlein.

Consequências do acordo

Apoio Técnico

A Sauber terá acesso não só aos motores Ferrari, como também a outras soluções técnicas de Maranello, o que não seria algo novo, pois no início dos 2000, as equipes tinham um relacionamento muito estreito. Não chegaria ao mesmo formato da Haas, pois a equipe suíça tem uma ótima estrutura a sua disposição e fez investimentos em sua equipe técnica ao longo deste ano.

Marketing

A FCA faz o relançamento da Alfa Romeo em alto estilo. Desde 2015, a Ferrari já contava com o trevo de quatro folhas em seus carros. E a intenção da FCA é posicionar a marca no mesmo nicho de Mercedes, Audi e BMW. Nos últimos anos, tem feito investimentos na linha, fazendo carros bem interessantes. E deveremos ter novidades das outras marcas do grupo no automobilismo.

Dupla de pilotos

A dúvida que fica: Marcus Ericsson ficou ou não? Nos últimos anos, o sueco tem sido o esteio financeiro da equipe e muitos alegam que o fundo de investimentos Longbow, atual dono da Sauber é testa de ferro de seus investidores. Uma das intenções da Ferrari era fazer como a Red Bull faz com a Toro Rosso: ter uma plataforma para os pilotos de sua Academia. Leclerc é praticamente certo em um dos carros e a dúvida é se Giovinazzi seria confirmado como titular. Se os italianos bancarem, Ericsson sai.

Trunfo político

A Ferrari ganha um belo trunfo para a briga nas mudanças de regulamento com a Liberty Media. Além de ter poder de veto, os italianos passam a ter o controle de mais uma equipe e, embora não faça formalmente parte do Grupo de Estratégia da categoria, acaba por influenciar as decisões, já que ainda é preciso ter a concordância de todas as equipes para qualquer tipo de mudança até 2020. Este talvez seja o maior impacto deste acordo e está passando ao largo do grande público. Embora o Presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, tenha feito ameaças e declarações duras nos últimos tempos, esta é a prova de que os italianos querem fazer valer a sua posição diante dos novos donos da categoria.

Neste primeiro momento, os comunicados oficiais são bem opacos. Nos próximos dias, teremos o detalhamento do significado deste acordo de “patrocínio e cooperação técnica”. O certo é que a Sauber dará um salto de qualidade e andará mais à frente no grid. É mais uma página na história desta equipe que quase sempre esteve vinculada a uma grande marca.

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12 COMENTÁRIOS

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