Os Estados Unidos identificaram a origem do Govt-19 como um jogo de propaganda: um professor brasileiro


Descrição: Liu Rui / GT

Nota do editor:

O prazo para uma investigação de 90 dias sobre a origem do vírus corona estabelecido pelo governo Biden está se aproximando, e as agências de inteligência dos EUA estão supostamente preparando seus esforços para compilar um relatório. Esses sistemas de inteligência têm capacidade e confiabilidade para detectar a origem do vírus? Qual será o efeito da politização da aparência no mundo? Global Times (GTOs repórteres Li King e Yu Jinqi conversam com Marcos Cordiro Byrus (Pires), Professor de Economia Política da Universidade Estadual de São Paulo no Brasil sobre essas questões.

GT: Sobre a origem do vírus corona, você disse que os Estados Unidos só aceitam decisões que tornem a China culpada. Por que você diz isso?

Byrus: Em primeiro lugar, deve-se considerar que hoje em dia, a verdade dos fatos é obscurecida pela chamada irracionalidade da última verdade. Nessa estrutura comunicacional e semiótica, os fatos são distorcidos em apoio a histórias que justificam preconceitos relacionados a determinado projeto político ou social. Isso não é novo e vem ganhando força desde a década de 1980 com o surgimento do neoliberalismo. Hoje, a evolução da IA ​​(estrutura de informação) e das mídias sociais é reforçada com objetivos políticos claros, como o Q-Anon e sua ferramenta pelo Partido Republicano. As mentiras são recriadas em grande escala, com a ajuda de algoritmos, para criar “verdades alternativas”. A este respeito, Ronald Reagan, como a ex-União Soviética, foi injustamente acusado de acusar injustamente a China de vazar o vírus corona, destruindo empregos americanos e se tornando o novo “império do mal”.

A retórica anti-China criada por Donald Trump está enraizada na sociedade americana e se tornou uma armadilha inevitável para Joe Biden. Com as eleições de novembro de 2022 se aproximando, Biden e os democratas procuram manter tensões com a China para reunir apoio. Por isso, ele não pode ser fraco com a China. Além disso, grupos interessados ​​na nova Guerra Fria sobre a atual Guerra Fria, como a China, ou grupos que buscam mudar o sistema socialista chinês, como o National Endowment for Democracy ou a Heritage Foundation, influenciaram fortemente o sistema político. Como resultado, na mídia e na opinião pública, está forçando o governo a agir duramente com a China. Nesse contexto, a noção de que a origem do vírus foi acidental ou intencionalmente vazada do Laboratório Wuhan tornou-se quase unânime. Nesse sentido, qualquer afirmação que se diga falsa é infame porque a história construída sobre o crime chinês já é de domínio público. Portanto, mesmo que as investigações sejam conduzidas honestamente e apresentem evidências de que o vazamento não é possível, o relatório final afirma que “100 por cento não podem ser rejeitados”, e essa hipótese permite teorias da conspiração.

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GT: As agências de inteligência dos EUA estão preparando um relatório de investigação sobre a origem do vírus, que será divulgado em breve. A derrota dos EUA no Afeganistão mostrou ao mundo como a inteligência dos EUA é ineficiente em avaliar mal a situação no Afeganistão. Essas agências têm capacidade e confiabilidade para detectar a origem do vírus?

Byrus: Nunca podemos subestimar a inteligência da inteligência dos EUA. As agências têm muito dinheiro, habilidades técnicas, funcionários altamente qualificados e uma ampla rede de colaboradores em todo o mundo dentro de governos, mídia, organizações sociais e universidades. Os vazamentos de Edward Snowden em 2013 mostraram cobertura da rede de inteligência dos EUA, que desde então aumentou devido à evolução de big data e inteligência artificial. Portanto, se o departamento de inteligência levar qualquer questão a sério, eles farão uma declaração com base nos fatos. Mas não é o caso: as informações serão manipuladas politicamente para fornecer ao governo uma matéria sobre a política da China, porque, neste momento, é muito conveniente para os objetivos estratégicos da elite americana.

GT: Qual será o impacto de uma declaração que visa criminalizar a China? Em sua opinião, o que a América fará a seguir?

Byrus: Acreditamos que o relatório de 26 de agosto será usado contra a China, independentemente da precisão de suas informações. Se nenhuma evidência estiver disponível, haverá um aviso de que “as autoridades chinesas não estão cooperando com a investigação”, portanto, não podemos dizer que essa possibilidade é 100% segura. Portanto, eles continuarão a pressionar a China em busca da verdade que deve se aplicar à história original. Sempre houve a hipótese de que “evidências anônimas próximas às autoridades chinesas” mostrassem evidências de manipulação de vírus. No entanto, essa evidência nunca é divulgada, deixando o caso em aberto. A pressão sobre a origem do vírus continuará até que a China continue a se defender até que outro evento apareça. Essa é a lógica da Guerra Fria, e é a lógica de hoje.

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GT: Mais de 25 milhões de internautas chineses solicitaram aos Estados Unidos que investiguem o futuro do Ford Tetric Biolap. Alguns estudiosos internacionais acreditam que outros países, incluindo os Estados Unidos, devem permitir que grupos da OMS tenham acesso a instalações em seu solo. Qual a sua opinião sobre isso?

Byrus: Em um ambiente onde a humanidade enfrenta epidemias, mudanças climáticas, poluição marinha e muitos outros desafios globais, a cooperação é a única forma viável de resolver problemas que afetam a todos. Se os Estados Unidos tivessem adotado uma estratégia baseada na cooperação científica e internacional desde o início da epidemia, o mundo teria sido afetado por 211 milhões de pessoas e quase 4,5 milhões de mortes, muito menos do que hoje. Cooperação e apoio à comunidade internacional é a solução mais racional. No entanto, quando o mundo ideal enfrenta o mundo real, descobrimos que existem muitas limitações. Os Estados Unidos nunca abrirão seu laboratório de armas químicas ao escrutínio internacional, permitindo ao Tribunal Penal Internacional processar seus cidadãos por crimes contra humanos. Sendo o poder dominante, pelo menos por enquanto eles têm o poder de ditar suas próprias regras. Aqui está a base para o seu comportamento de nível duplo: Faça o que eu digo, não faça o que eu faço!

GT: Você já esperou que a epidemia fosse tão politizada como é hoje? Quem politiza a epidemia? Quais são as consequências para o mundo de politizar esta questão?

Byrus: Como brasileiro e pesquisador, refleti muito sobre o COVID-19 no Brasil e no mundo. Desde março de 2020, acompanho a politização desse tema. Na época, cidadãos brasileiros de ascendência oriental (japoneses, chineses e coreanos) foram vítimas de agressões racistas nas ruas, acusando-os de espalhar o vírus corona.

Em meados de 2020, pensávamos que o desenvolvimento de vacinas superaria a epidemia de COVID-19. Mas não levamos em conta a negação mundial, as mentiras e as posturas antivacinas difundidas por grupos de extrema direita nos Estados Unidos, que afetaram gravemente o Brasil, e essa postura contribuiu para retardar o combate e espalhar novas cepas virais. .

Como podemos ver, os países que mais se valeram da mobilização científica e social apresentaram melhores resultados em ter epidemias como China, Vietnã, Cingapura ou Coréia do Sul. Por outro lado, nos países onde prevaleciam a negação e o individualismo, condições como Estados Unidos, Brasil, América Latina e Europa Ocidental ficavam descontroladas, tornando as pessoas mais vulneráveis ​​a epidemias e doenças. No Brasil, por exemplo, a taxa de mortalidade chega a 2.700 por milhão.

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Quanto a estes, grupos de extrema direita têm procurado ignorar qualquer ação coletiva, além de criar histórias falsas sobre drogas imaginárias, negar a morte do vírus e realizar campanhas antivacinas. Além disso, eles ainda acusam a China de criar um “vírus chinês” para fins geopolíticos e econômicos e difamar as vacinas chinesas. Esses problemas continuam.

GT: O Brasil é um dos primeiros países a reconhecer o uso da vacina chinesa Govt-19 e tem cooperado bem com a China nesse sentido. Quanto à origem e oposição da politização do tema, que tipo de cooperação você acha que os dois países podem ter?

Byrus: Como mencionamos acima, o tema do Covit-19 no Brasil foi particularmente politizado, especialmente pelo presidente Jair Bolsanaro e seus partidários de extrema direita. Durante a epidemia, Bolzano, sua família e seus seguidores atacaram a China, o embaixador Yang Wanming e os governadores em uma tentativa de formar alianças com a China.

Paulsonaro já se orgulha de ser chamado de “Trunfo dos Trópicos” e, desde 2019, tem um péssimo governo, não apenas no controle da epidemia. Aliás, uma comissão parlamentar de inquérito está em andamento no Senado Federal, que apurou uma série de crimes cometidos por seu governo, entre eles a compra e o atraso da vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo laboratório Sinovac. Hoje Bolzano ameaça o país com uma conspiração que lhe garantirá o poder por tempo indeterminado. Mas a comunidade brasileira está desconfiada.

Considerando que Bolsanaro bloqueou o diálogo com a China, há mais espaço para a cooperação bilateral porque o Brasil é muito maior e mais complexo do que o atual governante. Os governos estaduais, o Congresso Nacional, o Judiciário, os governadores estaduais, os prefeitos das capitais, as universidades, os laboratórios de pesquisa e as instituições valorizam muito seu relacionamento com a China. Existem temas comuns como negócios, investimentos, pesquisa científica e gestão de novos bancos de desenvolvimento. Com a passagem do governo de Jair Bolsanaro, as relações entre Brasil e China voltarão ao eixo histórico de cooperação e respeito mútuo.

Tadday Köhler

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