Os Estados Unidos propuseram à Turquia transferir um sistema de mísseis de fabricação russa para a Ucrânia

WASHINGTON (Reuters) – Os Estados Unidos levantaram informalmente com a Turquia a possibilidade de enviar sistemas de defesa antimísseis S-400 de fabricação russa para a Ucrânia para ajudá-la a combater forças invasoras russas, disseram três fontes familiarizadas com o assunto.

As fontes disseram à Reuters que autoridades norte-americanas apresentaram a proposta a seus colegas turcos no mês passado, mas nenhum pedido específico ou oficial foi feito. Também foi mencionado brevemente, disseram eles, durante a visita da vice-secretária de Estado Wendy Sherman à Turquia no início deste mês.

O governo Biden pediu aos aliados que usam equipamentos e sistemas fabricados na Rússia, incluindo o S-300S-400, que considerem transferi-los para a Ucrânia, enquanto tenta impedir a invasão russa que começou em 24 de fevereiro. consulte Mais informação

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A ideia, que analistas disseram que quase certamente seria derrubada pela Turquia, fazia parte de uma discussão mais ampla entre Sherman e autoridades turcas sobre como os Estados Unidos e seus aliados poderiam fazer mais para apoiar a Ucrânia e como melhorar as relações bilaterais.

As autoridades turcas não comentaram sobre nenhuma proposta ou proposta dos EUA sobre a transferência dos sistemas S-400 de Ancara para a Ucrânia, que tem sido um ponto de discórdia de longa data entre os dois aliados da OTAN.

Funcionários do Ministério das Relações Exteriores da Turquia não foram encontrados para comentar.

Fontes e analistas turcos disseram que tal proposta não seria um começo para a Turquia, citando questões que vão desde obstáculos técnicos relacionados à instalação e operação dos mísseis S-400 na Ucrânia, até preocupações políticas, como a reação que Ancara provavelmente enfrentará de Moscou.

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Washington pediu repetidamente a Ancara para descartar baterias de mísseis terra-ar fabricadas na Rússia desde que o primeiro carregamento chegou em julho de 2019. Os Estados Unidos impuseram sanções a uma indústria de defesa turca e removeram a Turquia, membro da OTAN, do F-35. Programa de avião de combate como resultado.

Ancara disse que teve que escolher os S-400 porque os aliados não forneceram armas em termos satisfatórios.

Autoridades dos EUA estão ansiosas para aproveitar o momento para trazer a Turquia de volta à órbita de Washington. Fontes dos EUA e da Turquia disseram que os esforços para encontrar maneiras “criativas” de melhorar as relações tensas aceleraram nas últimas semanas, embora nenhuma proposta específica ainda esteja ganhando força.

“Acho que todo mundo sabe que o S-400 tem sido um problema de longa data e talvez este seja um momento em que possamos descobrir uma nova maneira de resolver esse problema”, disse Sherman à TV Haberturk da Turquia em uma entrevista em 5 de março.

Não ficou claro o que ela quis dizer exatamente e o Departamento de Estado não respondeu a perguntas sobre seus comentários. A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário sobre a proposta feita durante sua visita à Turquia.

Esse esforço também faz parte de um esforço mais amplo do governo Biden para responder ao pedido do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky por ajuda na proteção dos céus da Ucrânia. Os sistemas de defesa aérea russos ou soviéticos, como os S-300 possuídos por outros aliados da OTAN e os S-400s, estão sendo procurados.

Uma fonte familiarizada com o pensamento dos EUA disse que a flutuação de Washington para essa possibilidade foi o resultado de esforços renovados para melhorar as relações em um momento em que Ancara estava horrorizada com a invasão russa da Ucrânia.

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Outra fonte familiarizada com as discussões disse que o presidente turco Erdogan não recebeu alertas específicos do presidente russo, Vladimir Putin, sobre seus planos de lançar um ataque em larga escala à Ucrânia.

A Turquia compartilha uma fronteira marítima com a Ucrânia e a Rússia no Mar Negro e tem boas relações com ambos. Ela disse que a invasão era inaceitável e expressou apoio à Ucrânia, mas também se opôs às sanções contra Moscou e se ofereceu para mediar.

Analistas dizem que Ancara elaborou sua retórica com cuidado para não ofender Moscou, com a qual mantém laços estreitos de energia, defesa e turismo. Mas Ancara também vendeu drones militares para Kiev e assinou um acordo para co-produzir mais, irritando o Kremlin. A Turquia também se opõe às políticas russas na Síria e na Líbia, bem como à anexação da Crimeia em 2014.

“A Turquia conseguiu andar na ponta de uma lâmina de barbear, e a transferência do sistema russo S-400 quase certamente levaria a uma intensa raiva russa”, disse Aaron Stein, diretor de pesquisa da Foreign Policy Research, com sede na Filadélfia. Instituto. E para Erdogan, o S-400 se tornou um símbolo da soberania turca, então vendê-lo não será apenas rosas e flores.

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(Cobrindo Humaira Pamuk). Reportagem adicional de Phil Stewart e Steve Holland. Edição por Daniel Wallis

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Menno Lange

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