Plataforma Lula foca no verde nas corridas do Brasil

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SÃO PAULO – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta terça-feira sua plataforma de campanha, que prometeu esforços de desmatamento zero e apelou aos moderados para derrubar Jair Bolzano nas eleições de outubro no Brasil.

O governante de esquerda de 76 anos, que governou de 2003 a 2010, ocupa a posição de extrema direita em todas as pesquisas de opinião.

Da Silva revelou seu plano ao lado do ex-governador de São Paulo Geraldo Alkmein em um hotel em São Paulo. Da Silva disse que o documento de 34 páginas será atualizado mais tarde, após reuniões nacionais com aliados.

“Todos aqui, mesmo aqueles que não são engenheiros, sabem que uma casa começa com uma boa fundação”, disse ele a apoiadores em um discurso televisionado. “Estas são as nossas fundações. Construiremos nossa casa horas extras.”

O plano de Lula inclui a promessa de “combater o crime ambiental, que incentiva vigilantes, grileiros, contrabandistas de madeira e qualquer outra organização econômica ilegal”.

“Nosso compromisso é promover o desmatamento ilegal e o desmatamento líquido zero, ou seja, reabilitar áreas degradadas e reflorestar a vida selvagem”, afirma o documento.

“O padrão de regulação mineral precisa ser modernizado, especialmente contra a mineração ilegal na Amazônia”, diz o plano.

Bolsanaro é um fervoroso defensor dos mineiros e afirma que eles deveriam ter o direito de operar nas terras nativas, que muitas vezes são mais protegidas contra o desmatamento no Brasil.

O projeto fala sobre empregos verdes na petrolífera estatal Petropras. O documento afirma que a empresa deve atuar em “áreas ligadas à mudança ambiental e energética, como gás, fertilizantes, biocombustíveis e energia renovável”, sem especificar quanto custará a iniciativa.

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O plano, elaborado por membros de sete partidos que apoiam Lula, não inclui a esperada convocação para revogar a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso em 2017. “Da Silva buscará revogar as seções reacionárias das atuais leis trabalhistas”, diz. . “

O documento permanece em silêncio sobre uma série de questões que devem ser observadas, incluindo regulamentação da mídia, políticas de reforma agrária e proteção explícita do direito ao aborto.

Os associados de Lula e os produtores de documentos tentaram apelar aos líderes empresariais que expressaram preocupação com a tentativa de Lula de retornar à presidência.

Eles disseram que o tom anti-desmatamento visava políticos como Marina Silva, uma ativista ambiental moderada que perdeu as últimas três eleições presidenciais e ainda não apoiou ninguém na disputa.

“A Marina está falando em desmatamento líquido zero”, disse Sen, associado de Da Silva do Partido da Sustentabilidade Vermelha. disse Randolph Rodríguez. “O resto da linguagem deve ser notado pelos moderados. Veja o que estamos fazendo.”

Carlos Mello, professor de ciência política da Universidade Inspire, em São Paulo, disse que o projeto era “amplo e superficial o suficiente” para que os moderados pudessem ser atraídos para o leilão de Lula, também conhecido como Lula pelos brasileiros.

“Simplesmente veio ao nosso conhecimento que esse não era o caso. Ele fala menos sobre o que vai fazer, então o divisor não presta atenção em nenhum dos pontos de discussão”, disse Melo em entrevista por telefone.

Um torcedor de Bolsanaro gritou com Da Silva a poucos metros de distância e interrompeu brevemente a apresentação, dizendo que uma falha de segurança havia silenciado a equipe do ex-presidente.

Heckler, o político de extrema-direita Keik Mafra, amigo do filho do presidente, o deputado Eduardo Bolzano, também concorrerá este ano pelo estado de São Paulo.

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“Ele entrou e nos provocou, mas não houve ataque”, disse Aloizio Mercadante, um dos coordenadores do documento de campanha. “Este incidente ressalta o cuidado que devemos ter com a segurança nesta campanha difícil.”

Durante a última eleição presidencial, Bolzano foi esfaqueado no estômago durante um comício de campanha. Os médicos disseram que os ferimentos quase lhe tiraram a vida, mas ele superou o aliado de Lula, o lateral-esquerdo Fernando Hadad, para se recuperar a tempo. Bolzano passou por seis cirurgias devido aos danos causados ​​pelo esfaqueamento, a maioria no intestino.

O agressor, Adelio Bispo, está em uma ala psiquiátrica desde o incidente.

Tadday Köhler

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