Grupos brasileiros pedem que UE proíba todas as importações relacionadas ao desmatamento

A carta de 34 grupos ambientalistas pede legislação da UE para combater o desmatamento em países exportadores como o Brasil, que possui 60% da floresta amazônica.

O desmatamento aumentou no Brasil nos últimos anos, especialmente sob o presidente Jair Bolsanaro. (Arquivo AP)

Grupos ambientalistas brasileiros pediram à UE que aprove uma lei de ocupação proibindo todas as importações relacionadas ao desmatamento, criticando “lacunas” em um projeto de lei.

Uma carta de 34 organizações foi recebida enquanto os ministros do Meio Ambiente da UE se preparam para se reunir em Bruxelas na quinta-feira sobre um plano para reduzir a desregulamentação das importações, incluindo carne bovina, soja, óleo de palma, cacau e café.

Os grupos disseram que o esboço da proposta era “necessário e positivo”, mas precisava de “melhorias” para realmente combater o desmatamento em países exportadores como o Brasil, que é um grande exportador de 60% da floresta amazônica e muitos desses produtos.

A carta, assinada por grupos como o escritório do World Wildlife Fund (WWF) no Brasil, monitoramento climático e conservação da natureza, dizia que “o desmatamento e a alteração de ecossistemas naturais devem ser eliminados se a humanidade quiser ser uma oportunidade para estabilizar o aquecimento global”.

Eles disseram que o esboço do plano, divulgado em novembro, define “florestas” como muito estreitas. Exclui muitos ecossistemas importantes no Brasil, incluindo as zonas úmidas do Pontanal, a savana do Serrado e as planícies do Pampa, disseram eles.

Eles pediram às autoridades da UE que adicionem produtos adicionais à lista restrita, como algodão, milho e carne enlatada.

“Em grandes fazendas, um proprietário pode manter uma área de produção livre de desmatamento e outra área de desmatamento para exportação para a Europa”, disseram.

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Direitos dos Povos Indígenas

Os grupos pediram “garantias firmes” sobre os direitos humanos, especialmente para garantir que o agronegócio não expulse os povos indígenas de suas terras.

A UE foi a primeira a promulgar tal legislação, com 141 países assinando a Declaração de Glasgow e assinando uma promessa de “parar e reverter o desmatamento até 2030”.

O Brasil foi um dos signatários do Compromisso Voluntário lançado na Cúpula do Clima da ONU em novembro passado.

Mas o desmatamento no país aumentou nos últimos anos, especialmente no governo Jair Bolsanaro.

Desde que o parceiro de agronegócios de extrema direita assumiu o cargo em 2019, o desmatamento médio anual na Amazônia brasileira aumentou mais de 75% na última década para uma área maior que a Jamaica.

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Fonte: AFP

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Tadday Köhler

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