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O músico brasileiro ilumina a encruzilhada do sexo e do judaísmo

Alma Via JTA – O Brasil é um país diversificado e complexo. Para Asusena Asusena, uma trans e judia de 32 anos de ascendência marroquina e sebártica, o problema é exacerbado.

Ser judeu no Brasil significa ser um dos 120.000 judeus que já têm uma longa história de anti-semitismo no país católico. Mas estar em transe é absolutamente perigoso. O Brasil não só tem um presidente homossexual e de extrema direita barulhento e orgulhoso – Jair Bolsonaro disse em uma entrevista que “fundamentalistas homossexuais” devem “se tornar homossexuais e lésbicas para satisfazer a sexualidade de alguém no futuro” – mas não em qualquer outro mundo , em 2020. Mais pessoas em transe foram mortas no Brasil Pelo 12º ano consecutivo.

Além dos sentimentos anti-LGBTQ expressos pelo presidente e sua família (incluindo ele mesmo) Filho), No mês passado, um de seus assessores sênior foi acusado de criar um sinal com a mão da supremacia branca durante uma série de reuniões legislativas. Tudo isso torna a visibilidade que pessoas como a Asusina representam ainda mais importante.

Asusena Asusena Um dos três músicos de uma banda brasileira A base. Enquanto estudava história na Universidade de São Paulo, conheceu seus companheiros de banda Raquel Virginia (uma mulher trans) e Rafael Acerby. Em seguida, ganharam destaque no cenário musical brasileiro: em 2019, o álbum da banda “Tarantula” foi indicado ao Grammy Latino, e Asusina e Raguel se tornaram as primeiras mulheres trans indicadas ao prêmio. Eles foram nomeados novamente em 2020 para o álbum “Enquando Estamos Distantus” (“Quando estávamos longe”)

Falei com Asusena no Zoom sobre como ele usa seu site para defender as comunidades LGBTQ e judaicas no Brasil.

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Esta entrevista foi ligeiramente editada e suprimida para maior clareza.

Alma: Para começar, conte-nos um pouco sobre a comunidade judaica no Brasil.

Asusena: Devido à história de anti-semitismo aqui, a comunidade é muito fechada, muito conservadora e nem sempre aberta ao reconhecimento do pluralismo dentro da comunidade judaica. A sociedade é diferente, mas muitas vezes eles se referem a si próprios como iguais, mesmo que não o sejam. Aqui está um exemplo: Quando você vem a uma sinagoga brasileira, é quase impossível entrar sem ser convidado. Você deve informar seu sobrenome e documentos. Elas estão praticamente fechadas desde o atentado ao Centro Cultural Judaico de 1994 na Argentina, matando 85 judeus, embora eu acredite que a segurança nas sinagogas é mais uma questão de classe do que de segurança.

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De fora da comunidade, certamente gostei do anti-semitismo. A opinião do povo judeu no Brasil é muito cruel porque muitas vezes somos retratados como conservadores e capitalistas, ao invés de revolucionários ou acadêmicos que representam uma grande parte da comunidade judaica. Essa é a persistência de uma noção nazista. A mentalidade de quem é judeu no Brasil precisa mudar – tanto para não judeus quanto para judeus.

O que é judeu e LGBTQ?

Muitas pessoas acham difícil entender que posso ser trans e judia. Cresci em uma pequena cidade da Bahia e, quando me mudei para São Paulo, não tive problemas para acessar a comunidade judaica. Quando me tornei trans, o acesso à vida judaica tornou-se um problema e deixei a comunidade por oito anos. Eu não vejo a possibilidade de quem eu sou nesse ambiente.

No entanto, parece que você encontrou seu caminho. Como isso aconteceu?

Enquanto estudava história, descobri o feminismo, o marxismo e outras ideias da filosofia, o que me fez pensar sobre o mundo de novas maneiras. Sempre fui uma pessoa religiosa e sempre busquei uma conexão espiritual. Eu estava procurando uma conexão com Deus. Percebi tudo isso e nunca deixei o judaísmo, principalmente o aspecto cultural, que sempre fez parte de quem eu fui. Cultura é como pensamos, como comemos, como nos comportamos socialmente. Eu realmente não desisti. O Judaísmo é mais sobre incerteza do que certeza. Isso se expressa por meio de discussões e questionamentos constantes, e é isso que eu estava fazendo.

Minha identidade judaica foi fortalecida ainda mais durante a recente polarização política no Brasil. Supunha-se que os judeus apoiariam Bolzano, e muitos judeus de esquerda se levantaram e falaram contra ele. Realmente mostrou pluralismo porque, como comunidade, estamos abertamente divididos sobre este assunto.

Muitos o vêem como um ativista público por razões LGBTQ e judaicas, especialmente pelo cruzamento entre os dois. Em que projetos você está trabalhando?

Muitas coisas aconteceram nos últimos anos. Fui convidado a trabalhar como colaborador no Instituto Brasil-Israel (IPI), e em 2019 realizei o primeiro sábado corporativo LGBT no Brasil com outro músico judeu, Fortune. Fortuna é muito popular na comunidade judaica e é bem conhecida política e religiosamente e ajudou a reconsiderar o uso do latino na música no Brasil. Gravamos três músicas solo juntos.

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Ajudei a formar vários grupos judeus LGBT com o IPI e Kawa, um com o CIP (Congregano Israel Balista) chamado MOV 20:35 LGBTQIA +, e o outro com a Federação Israelita de São Paulo Hineni, que tem como objetivo trazer judeus LGBT para o Estados Unidos e o aumento do foco ajuda. Oferecemos suporte profissional treinado para judeus que lutam contra sua identidade sexual ou de gênero.

Tenho sido um crítico aberto em tópicos relacionados a Israel e Palestina, muitas vezes discordando da esquerda e da direita ao mesmo tempo. Ano passado Escrevi um parágrafo para a Vogue Brasil Sobre por que um equívoco sobre um Ocidente judaico-cristão deve ser questionado. Estou escrevendo meu primeiro romance e a personagem principal será uma judia.

No que diz respeito à minha atividade, ela enfatiza os pontos de vista de um judeu pluralista. Eu coloquei uma nota para postar fotos da minha mesa de sábado e velas em minhas histórias do Instagram. Também digo uma coisa nas entrevistas para dizer que sou judeu, porque é muito comum no Brasil que as pessoas não mencionam na TV ou nas entrevistas que são judeus. Durante a eleição com Bolzano, é ainda mais importante que os da esquerda se apresentem como judeus para mostrar que a imagem do judeu inclinado para a direita não é verdadeira. Como eu: sou um judeu trans de esquerda.

Bahias em um show no Brasil, 2018. (Wikimedia Commons / CC POY 2.0 / Policy Miura)

Já mencionamos política algumas vezes aqui. Como passar Abordar a política por meio de suas canções?

Cantamos sobre tudo em As Baías. Falamos sobre tudo, desde o amor até a dor e a solidão. Tudo isso, da perspectiva de uma mulher trans, é político. Um corpo em transe é um sistema político. Quando cantamos na TV, quando cantamos sobre o Brasil, é sempre político. Porque nossos direitos não são garantidos.

Eu sei que o álbum “Tarântula” focou especificamente nos direitos LGBTQ. Você pode me falar sobre isso?

Chamamos o álbum de “Tarântula” em 1987 para homenagear e homenagear os transgêneros mortos em operações da Polícia Militar de mesmo nome em São Paulo. Pessoas). A ideia era que o projeto ajudasse a “limpar” São Paulo e livrar a cidade da AIDS. Queríamos lançar luz sobre este período de Tarantula e pessoas LGBT sendo mortas e intimidadas.

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Qual é a cena LGBTQ dos judeus no Brasil hoje?

A comunidade agora está passando por uma transformação positiva, o que eu acho que tem muito a ver com a polaridade atual do país. As pessoas veem as conversas e a necessidade explícita em torno desses tópicos. A sociedade precisa ver a combinação de identidades e crenças que alguém pode ter e ainda ser judeu. Talvez sejam LGBT, ou esquerdistas, ou até anti-sionistas, mas ainda são judeus. Esse tipo de pluralismo é saudável para a sociedade. É apenas quando percebemos e discutimos nossas diferenças que podemos verdadeiramente compreender e apreciar as interseções dentro das identidades de todos. Isso pode nos fortalecer.

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