Para quem acompanhou a corrida de Budapeste, teve a total certeza de que em condições normais, Kimi ganharia a corrida e acabaria com seu longo jejum sem vitórias.

Mas estamos falando de Ferrari, casa das coisas sobrenaturais.

O maior exemplo disso aconteceu inclusive com um brasileiro, Rubens Barrichelo, que abriu mão de uma vitória pela equipe.

Vettel, com um problema em seu volante, passou a corrida toda segurando o máximo potencial de seu equipamento, visando chegar ao final da corrida e aumentar sua diferença para Lewis Hamilton, tendo inclusive colocado a corrida de seu companheiro em risco para a obtenção disto.

Conseguiu. Mas o quanto não fica desgastada a sua relação com o companheiro de equipe, em processo de renovação contratual?

A fidelidade de Kimi foi colocada a prova mais uma vez, um cenário já comum esse ano.

Do outro lado do jardim, a medida que a prova se desenrolava, um acordo de passageiros foi firmado.

Bottas deixaria Hamilton passar para tentar vencer as Ferraris, com a promessa de caso não fosse efetivo em seu objetivo, Lewis devolveria a posição.

A corrida seguiu, Hamilton deu inicio a sua caça a Kimi, que fazia o papel de fiel escudeiro de Vettel.

Chegou, por momentos, a estar a menos de 1s de Raikkonen, o que lhe permitia do uso do DRS.

Porém, quando isso ocorria, ele mostrava que só estava poupando seu equipamento e abria uma distancia segura, deixando clara a superioridade do cavalinho nesta corrida.

Além disso, um novo componente apareceu. Max Verstappen vinha com pneus 12 voltas mais novos, tirava a diferença.

E, se passasse Bottas, como ficaria o acordo de companheiros?

A solução foi adiar a troca de posições, fazendo a mesma apenas na última curva, pondo Hamilton em risco.

A Ferrari ganha terreno na briga dos construtores e os pontos perdidos por Hamilton podem fazer falta.

É esperar para ver. A Formula 1 entra nas férias de verão, onde o mercado de pilotos pega fogo.

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