A pré temporada foi disputada, não pelas equipes, mas pelos fãs e especuladores de plantão, sobre qual equipe estaria na frente: Mercedes ou Ferrari. O resultado do embate pela primeira pole position do ano desapontou alguns, surpreendeu outros, alegrou alguns. O fato é que Lewis Hamilton vai largar na ponta do GP da Austrália dessa madrugada. A largada é às 2h:10 da manhã, com transmissão da Rede Globo. Ao lado dele, larga Valtteri Bottas, que teve sua participação em um final de semana dominado pela Mercedes. Os carros prateados lideraram todas as sessões do final de semana, menos o Q2.

A Ferrari ficou com a terceira (Vettel) e a quinta (Leclerc) colocações no grid. Leclerc, a promessa do time italiano, fez bem seu trabalho, mas não chegou a surpreender. Porém, disse ter perdido a chance de estar entre os três primeiros. “Eu não estou feliz comigo mesmo. Eu não fiz o trabalho no Q3, o que é uma pena”, disse o monegasco. Vettel, por sua vez, tem esperança de vencer ainda. “Essa pista é muito específica, então eu não estou tão preocupado. Mas é claro que eu preferira se fosse de outro jeito”, comentou o vice campeão de 2018.

A Red Bull não foi nada mal com Max Verstappen. O holandês foi consistente no final de semana até agora, e o motor Honda parece não estar se desentendendo o chassi Red Bull. Ele larga entre as Ferraris na corrida. O mesmo não pode ser dito do colega de equipe dele, Pierre Gasly, que larga em 17º. O francês foi vítima de uma estratégia mal calculada no Q1, e viu seu tempo despencar, sem poder fazer nada.

Treinos livres

No TL1, deu Hamilton na ponta, seguido de muito perto pelas Ferraris. Vettel ficou a 38 milésimos do líder, e Leclerc ficou a 74. Destaques para o bom sexto lugar de Kimi Raikkonen com a Alfa Romeo e um 17º posto para o novo piloto da Renault, Daniel Ricciardo. Tivemos dois incidentes. Um com Alexander Albon, que rodou e quebrou a asa dianteira de sua Toro Rosso. O outro foi com Bottas, que também rodou, mas conseguiu reassumir o controle e não sofreu danos. 

No TL2, a vantagem da Mercedes na frente foi bem maior. Dessa vez, Hamilton era acompanhado por Bottas. A diferença entre os dois foi de 48 milésimos. Contudo, a diferença para Max Vestappen, o terceiro mais rápido, foi de oito décimos. Dessa vez as Ferraris ficaram mais para trás, com Vettel em quinto e Leclerc em nono. O sexto lugar ficou com Raikkonen. Inclusive, Raikkonen chegou a dar um a passeio pela grama, sendo acompanhado por Giovinazzi e Albon. Por fim, bem no final da sessão, Leclerc salvou seu SF90 de um choque, o controle em uma tomada de curva, mas sem maiores consequências.

 No TL3, a Ferrari voltou a incomodar um pouco Hamilton, mas não conseguiu evitar sua liderança. Vettel ficou em segundo, com dois décimos de diferença, e Leclerc em terceiro, quatro décimos mais lento. A Haas tomou o lugar da Red Bull de terceira força, colocando seus pilotos em quarto e quinto. Os touros ficaram com o sexto (Gasly) e nono (Verstappen) lugares. Dois incidentes dessa vez, e os dois envolvendo Robert Kubica, da Williams. Primeiro, o polonês chocou seu carro contra o muro da entrada do pit lane. Isso deixou pedaços do carro na pista, que foram logo retirados. Depois, ele quase atingiu a Mclaren de Lando Norris, nos pits. A Mclaren foi multada em 5 mil euros pelo ocorrido.

Classificação

Robert Kubica não deu sorte no Q1. Além de ter sido eliminado juntamente com o companheiro, Russell, ele bateu novamente. Dessa vez, estourou o pneu traseiro direito, em um choque com o muro da curva 9. Ele acabou atrapalhando a volta rápida de Carlos Sainz, que não conseguiu melhorar seu tempo e ficou de fora do Q2.

Gasly também não deu sorte, sofrendo com uma estratégia “um pouco ousada” da Red Bull,como ele mesmo definiu. A equipe deu apenas um jogo de pneus para seus pilotos. Verstappen conseguiu se virar. Mas Gasly não conseguiu voltar para a pista a tempo, depois de ter feito uma volta que supostamente garantiria sua classificação. Assim, ele larga em 17º, atrás do também eliminado Lance Stroll.

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Kubica, com seu pneu estourado, teve uma primeira sessão classificatória para esquecer. (Reprodução Twitter F1)

No Q2, destaque para os pilotos que levaram sozinhos suas equipes ao Q3: Raikkonen, Norris e Perez. Dentre eles, Norris foi o que mais supreendeu. A meta da Mclaren, de acordo com ele, era chegar ao Q2. “Eu tinha apenas um jogo de pneus novos para o Q2, então não estava em um posição tão forte como alguns dos outros pilotos, mas aí eu ainda consegui chegar no Q3 – definitivamente não era o que estávamos esperando”, comentou o novato.

Uma decepção para os australianos veio nessa hora: Daniel Ricciardo não conseguiu se classificar, e larga em 12º. Com ele, foram eliminados Hulkenberg, Albon, Giovinazzi e Kvyat.

Daniel Ricciardo não teve uma classificação tão boa em seu primeiro fim de semana pela Renault. (Fonte: formula1.com)

Por fim, a hora da verdade. Quem pensava que a disputa seria entre os quatro pilotos de Mercedes e Ferrari, teve uma surpresa. A briga ficou mesmo entre os dois pilotos da Mercedes. Bottas não foi nada mal, mas teve que se contentar com o segundo posto. Hamilton fez sua 6ª pole seguida da Austrália. Além disso, ele igualou o número de poles em um único circuito, oito, de Ayrton Senna e Michael Schumacher. Não é pouca coisa. 

Será que a Ferrari terá um ritmo de corrida melhor que a Mercedes? E Verstappen, enfiado entre os carros vermelhos, vai aprontar alguma? Qual será a organização das equipes intermediárias? Essas respostas virão durante a madrugada…

Resultado final da qualificação para o GP da Austrália de 2019

Reprodução Twitter Oficial F1.

 

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