A Copa América é aberta no Brasil com o Bolsonaro se esquivando da crise do COVID-19 em seu país

Após incertezas sobre qual país ele iria sediar, a maioria dos moradores disse que não queria, os patrocinadores o abandonaram e até mesmo os jogadores rejeitaram a ideia de jogar nela, a Copa América começou oficialmente.

No estádio Mané Garrincha, vazio, em Brasília, o Brasil abriu a Copa América Internacional com uma partida contra a Venezuela. Poucos teriam pensado que esse dia viria sob condições epidemiológicas severas e persistentes em toda a América Latina.

O Brasil sediará a Copa América, apesar do que a maioria dos brasileiros deseja em face de uma pandemia em curso.

Muitos se perguntam se a Copa América 2020 finalmente chegará ao fim. Mas agora, mais de um ano depois que os anfitriões originais Colômbia e Argentina foram forçados a se retirar devido à agitação social em curso no primeiro, e ao alto número de infecções por coronavírus no último, o torneio está ocorrendo no Brasil.

Nenhum espectador poderá assistir a nenhuma partida da Copa América devido às restrições impostas pela pandemia. O Brasil continua sendo devastado pela COVID-19 e a maioria da população foi contra a realização do torneio internacional, mas o presidente Jair Bolsonaro estava determinado a mostrar que o Brasil poderia assumir o comando. Na verdade, a última pesquisa mostrou que mais de 60 por cento Dos brasileiros que se opõem a sediar o torneio.

As partidas serão disputadas em todo o país, com a final marcada para 10 de julho, no enorme estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, um dos epicentros da Covid-19 no Brasil, onde mais de 480.000 pessoas morreram de coronavírus.

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Os jogadores quase boicotaram o torneio.

O torneio acontece em um país que vive em grande parte em um cenário de controvérsia e medo. Todos os dias, mais de 2.000 pessoas ainda são mortas pela pandemia, o que leva muitos neste país obcecado por futebol a questionar a decisão de sediar um evento esportivo internacional.

Vários dos principais jogadores do país também questionaram a decisão, com alguns ameaçando um boicote caso a Copa América fosse transferida para o Brasil. Mas na semana passada os jogadores encerraram as especulações sobre um possível boicote, dizendo que “não estavam satisfeitos” com a decisão de transferir o torneio para casa, mas que isso não os impediria de representar sua seleção nacional.

Embora a decisão já tenha consequências graves. A Associação Sul-Americana de Futebol, CONMEBOL, informou que treze integrantes da seleção venezuelana apresentaram teste positivo para o vírus, incluindo a equipe técnica. A Bolívia também confirmou que três de seus jogadores e um técnico deram positivo e estavam isolados antes da estreia de seu time na segunda-feira contra o Paraguai.

O ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Quiroga, disse que os jogadores com o vírus só retornarão após o teste ser negativo. Ele acrescentou que não há razão para não realizar jogos.

Muitos vêem o torneio como uma distração dos crescentes problemas políticos de Bolsonaro.

Bolsonaro tem sido uma figura política polarizadora, mas sua sorte pode finalmente mudar, à medida que os eleitores desaprovam sua forma de lidar com a pandemia. Taxa de aprovação do presidente Caiu para 24 por cento, segundo a pesquisa Datafolha, o nível mais baixo desde a posse. nacionalista de direita Atrasado O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas primeiras pesquisas de opinião antes da eleição presidencial do próximo ano.

Muitos acreditam que Bolsonaro viu uma oportunidade de desviar a atenção das devastadoras reportagens diárias, oferecendo às pessoas algo que elas seguem mais de perto do que a política: futebol. Enquanto isso, o governo defende sua decisão citando as várias restrições impostas ao torneio: as delegações são limitadas a 65 membros, jogadores e treinadores serão isolados e frequentemente testados e os estádios ficarão vazios.

Mas, dado o histórico de Bolsonaro em relação à pandemia, muitos estão preocupados com o futuro do Brasil.

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Swanhilda Müller

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